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Coletivo Bijari, representado por Gustavo Godoy e Geandre Tomasini

Práticas coletivas, relacionais, ativistas e crítica à produção do espaço definem a pesquisa do coletivo Bijari, que inclui ideias sobre micropolíticas e micro urbanismo tático, trabalhando na fronteira entre arte, design e espaço público, muitas vezes fora do circuito e do sistema institucional da arte.

No Canela Fest 2025, o coletivo apresenta as obras Granada e uma projeção Mapeada, Cidade Natureza, que cria “paisagens digitais que transformam o espaço real, convidando o espectador a imaginar cidades possíveis”.

Nesse clima de fronteira, estende-se o caráter político das ações dialéticas do Bijari às questões ambientais, a partir do momento em que o grupo também se vale de dispositivos móveis de design relacionados à sustentabilidade para suas criações no espaço urbano com obras já realizadas como o Praças Impossíveis (2017).

 

André Severo

Gaúcho nascido em Porto Alegre, é um artista, curador, produtor e gestor. Integrou a equipe curatorial da 30@ Bienal de São Paulo e foi co-curador do pavilhão brasileiro na 55@ Bienal de Veneza. ENSAIOS PARA O FIM é uma vídeo instalação que ocupará o auditório do teatro da Praça João Correa. Composta de 36 monitores de TV em vários formatos, André amplia esta versão, ao acrescentar mais um filme de 60 minutos à obra que será projetado em 3 telas. A obra aborda questões frequentemente presentes no mundo contemporâneo, a partir de cenas explosivas.

 

Daniel Lima

Daniel Lima tem inúmeros trabalhos coletivos e é representante da arte afro diaspórica há mais de duas décadas. Artista, editor, cineasta e curador, realiza intervenções de grande potência midiática, que incidem sobre o tecido urbano ao mesclar tecnologia e informação. O artista já participou de 2 bienais. Junto ao grupo Frente 3 de Fevereiro, integrou 35ª Bienal de São Paulo (2023) com a videoinstalação Inteligência Ancestral (2023), de forte teor político, que utilizou a inteligência artificial e reuniu obras de denúncia sobre racismo e atuação policial.

Lima apresenta a obra Cobra Grande neste Festival, criada em computação gráfica em tempo real, a ser projetada na praça João Correa. Trata-se de uma imensa e impressionante cobra, que se move a partir de sensores que captam a presença do público na obra. Cada vez que nos movemos, o réptil volta-se a nós com seu olhar penetrante e nos segue com o corpo e o olhar. Encantado, o público é atraído para dentro da instalação e aprofunda sua experiência imersiva, dado ao clima mágico e misterioso que envolve as pessoas.

 

Katia Maciel

Videoartista, cineasta, docente, autora e poeta, a artista pesquisa a natureza das cidades a partir de filmes, vídeos, instalações e poemas. Segundo a artista, “a obra Hera é uma imagem do tempo que passa, por meio do crescimento desordenado de uma planta”.

Trabalhando com uma animação progressiva, a imagem mapeada será projetada a partir da arquitetura da catedral de Canela. Os espectadores poderão ter uma nova experiência de Canela, ocupada por uma surpreendente vegetação.

 

Lee Alonso

Esta artista trabalha como VJ e com vídeo-mapping, voltada a questões ambientais que envolvem biomas, matrizes energéticas e a economia do Rio Grande do Sul. Baseado em projeções inquietas, seu espetáculo irá abordar questões como transição de energia hidroelétrica, fontes renováveis e termelétrica no Pampa. Com projeções espetaculares, Lee revela impactos ambientais e a necessidade de um equilíbrio sustentável.

Ao criar narrativas visuais, seus enredos se apropriam de paisagens naturais e são capazes de conectar presente, passado e futuro.  Ao final da obra, uma mensagem acentua a importância da energia limpa. Fluxo de energia: Da natureza à Luz é o título do vídeo-mapping que Lee Alonso apresentará no Festival.

 

Kira Luá

Esta artista tem se envolvido com a etnia dos Kaingangs, comunidade indígena que habita em Canela. Juntamente com duas artistas performers indígenas, Kira Luá criou a performance das gralhas azuis, mito da criação da etnia Kaingang. As artistas da aldeia apresentarão uma dança do mito que tem relação com a história de Canela, e vestirão as gralhas azuis iluminadas.

A intenção de Kira é sensibilizar o público à valorização da cultura indígena em Canela. Ela tem dialogado constantemente com o Cacique Maurício, dirigente desta comunidade, no intuito de integrar e dar visibilidade à cultura dos Kaingangs. O projeto utiliza energia solar e reutiliza resíduos. As gralhas azuis foram confeccionadas por Kira, que visa a discussão sobre sustentabilidade.

 

Jana Castoldi

Artista visual inquieta, questionadora, especializada em Video-Mapping e VJ. Como artista, o que importa é estar nas ruas, trabalhar com ecologia e questões sociais. Multimídia, ela deixa claro o seu desejo de hibridizar o seu trabalho com outras mídias, e a experimentação é uma de suas grandes características. Os palcos de teatro e de shows, a dança, a performance, festas, filmes e as artes cênicas, estão em pauta para levar arte às ruas da cidade. Participou de diversos festivais como artista, curadora e produtora, nacional e internacionalmente.

 

Alê Jordão

A luz é elemento central na obra provocadora desse artista irreverente. Sua estética voltada à urbanidade desde sempre, agora incorpora os espaços internos. Ao mesmo tempo em que tensiona os limites entre instalação, arte e design, o artista cria instalações e objetos que estão geralmente presentes em nosso cotidiano.

Ele vai apresentar a sua “Banca de jornal em neon”, que une luz e palavras corriqueiras, fazendo da banalidade a protagonista, “pulsando com energia e crítica”, como dito por ele. Ao revisitar a estética da Pop Art com o ambiente disruptivo na instalação, Alê alude a um “incêndio simbólico”, que ativa memórias afetivas que remontam a temporalidades passadas.  Já o seu “Carrinho de supermercado de neon”, realiza uma crítica ao consumo contemporâneo no plano material e simbólico.

 

Gabriel Vinagre

Arquiteto de formação, este artista trabalha com iluminação de ambientes. Voltada principalmente ao público infantil, sua instalação “Colo Rir” envolve interatividade e imprime protagonismo à cor. Para Vinagre, o ato de colorir “resgata a alegria e o encanto e evoca memórias da infância, que ressurgem em traços luminosos de neon”.

Banhado à luz negra, o pergolado do qual o artista se apropriou ganha vida na Praça João Correa, com a criação de um espaço imersivo. Com as tintas que reagem à luz e ao toque, os olhares curiosos vão ocupar e explorar o espaço. O som, por sua vez, completa a imersão e a interatividade, provocando os corpos presentes a se movimentarem. A experiência será expandida do espaço físico, com os vídeo-registros das atividades, projetados na fachada da Catedral de Canela.